dimanche 10 avril 2016

A poderosa comunhão de Deus conosco

Jorge Pinheiro, PhD


A palavra criadora, cheia de poder, se tornou um ser humano e habitou entre nós. É isso que o discípulo amado nos conta em João 1.14-18.

“A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai. João disse o seguinte a respeito de Jesus: — Este é aquele de quem eu disse: “Ele vem depois de mim, mas é mais importante do que eu, pois antes de eu nascer ele já existia.” Porque todos nós temos sido abençoados com as riquezas do seu amor, com bênçãos e mais bênçãos. A lei foi dada por meio de Moisés, mas o amor e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus.”

O apóstolo João utilizou uma expressão grega, logos, que traduzimos por “palavra”, para dizer que Jesus é a poderosa comunicação criadora de Deus. Essa palavra tem o poder de criar a realidade. Vemos isso em Gênesis (1.3), quando Deus disse: “Haja luz. E a luz começou a existir”.

Logos, no grego 'palavra', foi entendido pelo filósofo grego Heráclito de Éfeso, como o princípio de unificação, portador do ritmo, da justiça e da harmonia que regem o Universo. ["Bem dizia Heráclito: homens são deuses e deuses são homens, porque o Logos é um só" (Hipólito, Refutações, IX, 10,6)]. Assim, Heráclito diante da mobilidade de todas as coisas denominou fogo ao elemento primitivo, e viu este comandado por uma lei natural racional, o Logos. 1 Considerou o Logos dotado de dois princípios internos contrários: discórdia e concórdia. Estas duas forças contrárias transformavam o elemento primitivo, ora na direção da solidificação, ora de retorno ao estado móvel do fogo. Portanto, o Logos, concebido por Heráclito como uma lei natural ordenadora, a tudo comanda em forma dialética. E segundo Platão é o princípio de ordem, mediador entre o mundo sensível e o inteligível. Assim, para a filosofia grega, logos era o princípio da razão.

Mas, por ser razão e palavra, logos mantém uma relação de complementação com sabedoria e, por isso, é pensada por Heráclito como harmonia, o próprio nexo original entre logos e physis. Diante do relativismo dos sofistas, Sócrates e Platão vão formular a questão: o que é? Esta questão busca definir isso que permanece sempre idêntico a si mesmo, a essência, fundamento de toda instabilidade acidental da existência aparente. O que em Heráclito se delimitava como o encontro da harmonia passa a ser, a partir de Sócrates e Platão, uma procura: nasce a filosofia como um desejo de conhecimento. Aristóteles caracteriza esta transformação quando afirma que o que desde sempre foi procurado é a questão: o que é o ser? A filosofia constitui-se a partir de Sócrates, Platão e Aristóteles como o pensamento que investiga a questão do ser.

Mas o conceito razão relaciona-se a três outros: essência, existência e essencialização. A essência não é apenas aquilo que uma coisa é, mas também aquilo que faz com que uma coisa possa ser. Nesse sentido, essência é potencialidade, o poder de ser e a fonte de existência: origem do ser. Mas também é o reino da cognição, do pensamento, impossível de penetrar. Pari passo à essência, o logos correlaciona mente e realidade, tornando possível o conhecimento. Quando alguém compreende e fala sobre a realidade, faz juízos e define padrões, que são comuns aos outros seres humanos, se comunica. E quem possibilita a comunicação é o logos. Assim, o logos é a origem da razão e também do ser. Mas, origem do ser aqui não significa conhecimento a priori, é estar colocado à parte do reino da finitude e por isso a origem do ser só é conhecida por um ato de revelação.

A importância do logos

Dentre as inúmeras transformações que surgem com a pólis, a cidade grega, a mais importante é a extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos de poder. 

A palavra deixa de ser o termo ritual e passa a ser a fonte para o debate, discussão e reflexão, sendo ela, ou melhor, o seu uso de forma mais persuasiva, que irá definir o orador vencedor dos embates dialéticos (dialética é compreendida como a arte real da discussão: as normas para uma discussão correta). Todas as questões de interesse geral passam a ser submetidas à arte da oratória e as decisões são as conclusões dos debates. A política se torna a arte do domínio da linguagem. Com a popularidade dos debates e das discussões, a polis se fundamenta na publicidade das manifestações sociais; se distinguem os interesses comuns dos privados, consolidam-se as práticas abertas e o domínio público, a base social da estrutura. 

Porém, esse desenvolvimento traz uma profunda transformação, já que ao tornar comuns os elementos de uma cultura, levamos os mesmos à crítica e à controvérsia. Todos os elementos estão expostos a interpretações diversas e a debates apaixonados. Já não era possível se impor só por prestígio pessoal ou religioso... Devia haver o convencimento pela dialética. 

A palavra constituiu-se no instrumento da vida política. Sua vertente escrita trouxe em si a possibilidade de uma completa divulgação do conhecimento. Neste momento, a escrita tornara-se pública, não mais estando presente apenas no palácio – como no período micênico. Neste contexto, o saber pode tornar-se igualmente público, deixando de estar restrito aos magistrados ou sacerdotes. Depois de divulgadas, as idéias deverão ser submetidas ao debate político e à aceitação popular. 

A sabedoria

Com a consolidação da importância da palavra, o saber passa a ser um bem público. E a sabedoria, tão exaltada por filósofos como Platão, para o qual a sabedoria pertencia ao passado, ofereceu aos seus contemporâneos o amor à sabedoria, à filosofia. Assim, a sabedoria percorreu as veredas da linguagem, da palavra, do discurso, do logos, da dialética: este caminho tornou-se característico da cultura grega. Pode-se, em última instância, argumentar que a filosofia nasceu no momento em que se tentou recuperar algo perdido, a sabedoria, mesclada à dialética. 

Não foi sem resistência que esse percurso foi seguido. A popularização do saber, antes inacessível, foi questionada. Havia uma articulação para que os mitos que chegassem à praça publica e fossem objeto de exame, mas não deixassem de ser um mistério. A sua reformulação produziu um salto no desenvolvimento humano, mantendo seus reflexos até hoje. 

Na contemporaneidade latino-americana, partindo da dialética, Enrique Dussel propõe a dialética analógica da alteridade, a abertura da totalidade à alteridade, transcendendo o âmbito do logos. O logos permanece no mundo e não pode avançar mais além. O logos que transcende é análogos, mais além do logos, analogia que se articula na dialética da voz ouvida que leva a ouvir: ou seja, a ouvir a voz. Assim, o logos chega ao seu limite, e confia no que ouve do outro pela fé, pois sem a confiança no outro, não se pode escutar sua voz. Fé aqui significa ir mais além do horizonte da physis, ir mais além do horizonte da ontologia do mesmo, afirmando a ontologia da negatividade, isto é, já que o outro não se origina no idêntico, é diferente. Brota como ouvido, é âmbito ao qual a totalidade pode abrir-se, e ao abrir-se muda de estatuto, tornando-se ontologia negativa.

Em sua reflexão sobre a superação das totalidades ontológicas a partir da abertura à alteridade, Dussel afirma que tal superação se dá com a metafísica, entendida como além do fundamento. E se dá assim porque a metafísica não é somente ontológica, mas opera através da descoberta de um mais-além do mundo. E como em grego aná significa mais além, e logos significa palavra, análogos toma o sentido de palavra que irrompe no mundo desde um mais além do fundamento. O método ontológico-dialético chega até o fundamento do mundo desde um futuro, porém se detém diante do outro como um rosto de mistério e liberdade, de história distinta, mas não diferente. 2 Mas se o outro é distinto, não há diferença, nem retorno, embora haja história e crise. Por isso, para Dussel, se este logos irrompe enquanto interpelante indo mais além da compreensão, ele é análogo.

Essa interpretação de Dussel repousa na compreensão do logos joanino, que repousa Jesus, o Cristo, acima da tradição filosófica, quer de Heráclito, quer de Platão ou do neoplatonismo, e ainda da filosofia judaica expressa em Filón de Alexandria. Nesse sentido, se antes estávamos diante da personificação do logos, ainda assim não há na tradição da filosofia grega ou judaica a idéia de encarnação do logos. Esse logos joanino, por isso, vai além de toda a tradição filosófica, embora João a utilize como ponte para falar à cultura de sua época. 

Há ainda uma ponte com o pensamento judaico, principalmente no que se refere aos textos de Gênesis 1 e de Provérbios 8.22-31. O primeiro ao utilizar a expressão grega “en arqué”, presente na Septuaginta, e o segundo ao personalizar a sabedoria. Nesse sentido, o logos de João se apresenta como análogo. Análogo a Deus, porque é Pessoa divina. E análogo aos seres humanos, porque é pessoa humana. 

Análogo significa que o logos vem de mais-além, isto é, que há um primeiro momento no qual surge uma palavra interpelante, mais além do mundo, que é o ponto de apoio do método dialético porque passa da ordem antiga à ordem nova. Embora, este logos eterno se reflita através de nossos pensamentos e por isso não possa existir um ato do pensamento sem a secreta premissa de sua verdade incondicional [Romanos 12.2 e 1Coríntios 2.16].

Mas a verdade incondicional não está ao nosso alcance. Em nós humanos há sempre um elemento de aventura e risco em cada enunciado da verdade. Mas mesmo assim, podemos e devemos correr este risco, sabendo que este é o único modo que a verdade pode ser revelada a seres finitos e históricos.

Quando mantemos relação com o logos eterno e deixamos de temer a ameaça do destino demoníaco, aceitamos então o lugar que cabe ao destino em nosso pensamento. Podemos reconhecer que desde o princípio esteve submetido ao destino e que sempre desejou livrar-se dele, mas nunca conseguiu.

Tarefa teológica da maior importância, na análise cristã do destino é saber relacionar logos e kairós. O logos deve alcançar kairós. O logos deve envolver e dominar os valores universais, a plenitude do tempo, a verdade e o destino da existência. A separação entre logos e existência chegou ao fim. O logos alcançou a existência, penetrou no tempo e no destino. E isso aconteceu não como algo extrínseco a ele próprio, mas porque é a expressão de seu próprio caráter intrínseco, sua liberdade.

É necessário, porém, entender que tanto a existência como o conhecimento humano estão submetidos ao destino e que o imutável e eterno reino da verdade só é acessível ao conhecimento liberto do destino: a revelação. Dessa maneira, ao contrário do que pensavam os gregos, todo o ser humano possui uma potencialidade própria, enquanto ser, para realizar seu destino. Quanto maior a potencialidade do ser – que cresce à medida que é envolvido e dominado pelo logos – mais profundamente está implicado seu conhecimento no destino.

Nosso destino, que aqui pode ser entendido como missão, é servir ao logos num novo kairós, que emerge das crises e desafios de nossos dias. Quanto mais profundamente entendermos nosso destino [no sentido de prokeimai, estar colocado, ser proposto] e o de nossa sociedade, tanto mais livres seremos. Então, nosso trabalho será pleno de força e verdade.

A luz foi criada pelo poder do Logos de Deus. Mas a Palavra de Deus, que é a comunicação de Deus, também revela aquilo que está oculto. Quando falamos, revelamos aquilo que está no nosso pensamento. Assim, a outra pessoa só sabe o que pensamos se usarmos a palavra. 

Quando dizemos que Jesus é a Palavra de Deus, estamos dizendo que Ele tem o poder de revelar o mistério insondável de Deus e mostrar como Ele é. Jesus é a comunhão de Deus conosco e nos revelou que Deus é amor, justiça e poder. É por isso que o apóstolo diz: “Ninguém nunca viu Deus. Somente o Filho único, que é Deus e está ao lado do Pai, foi quem nos mostrou quem é Deus”.

Essa é a verdade maior: Jesus tornou-se gente para que Deus pudesse ter comunhão conosco e assim comunicar à humanidade o seu grande amor.

A Palavra continua entre nós e, na sua comunhão conosco, tem o poder de plantar a fé, converter os corações e criar um novo mundo de paz. É o Logos criador de Deus que nos revela os propósitos, a vontade e o amor de Deus pela humanidade.

Notas

1. Evaldo Pauli, O Deus dos Pré-Socráticos. Site: www.odialetico.hpg.com.br (acesso em 20/12/2006).
2. Enrique Dussel, El Método de Pensar Latinoamericano: la Analéctica como Ruptura Teórica, conferência proferida em novembro de 1972, in Introduccion a Una Filosofia de la Liberación latinoamericana, México D.F., Ed. Extemporâneos, 1977, pp. 117 a 138.



samedi 9 avril 2016

A ressurreição é para hoje

Evangelho segundo S. Lucas 24

13 - Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús, que fica a mais ou menos dez quilômetros de Jerusalém. 14 - Eles estavam conversando a respeito de tudo o que havia acontecido. 15 - Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus chegou perto e começou a caminhar com eles, 16 - mas alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem. 17 - Então Jesus perguntou: - O que é que vocês estão conversando pelo caminho? Eles pararam, com um jeito triste, 18 - e um deles, chamado Cleopas, disse: - Será que você é o único morador de Jerusalém que não sabe o que aconteceu lá, nestes últimos dias? 
19 - O que foi? - perguntou ele. Eles responderam: - O que aconteceu com Jesus de Nazaré. Esse homem era profeta e, para Deus e para todo o povo, ele era poderoso em atos e palavras. 20 - Os chefes dos sacerdotes e os nossos líderes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 - E a nossa esperança era que fosse ele quem iria libertar o povo de Israel. Porém já faz três dias que tudo isso aconteceu. 22 - Algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram espantados, pois foram de madrugada ao túmulo 23 - e não encontraram o corpo dele. Voltaram dizendo que viram anjos e que estes afirmaram que ele está vivo. 24 - Alguns do nosso grupo foram ao túmulo e viram que realmente aconteceu o que as mulheres disseram, mas não viram Jesus. 
25 - Então Jesus lhes disse: - Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! 26 - Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. 27 - E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas. 28 - Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez como quem ia para mais longe. 29 - Mas eles insistiram com ele para que ficasse, dizendo: - Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com os dois.
30 - Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles. 31 - Aí os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus. Mas ele desapareceu. 32 - Então eles disseram um para o outro: - Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas? 33 - Eles se levantaram logo e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos com outros seguidores de Jesus.

A ressurreição
-- bênção da integridade de Deus 

Pr. Jorge Pinheiro


1. O passado e o futuro 

Quando pensamos na ressurreição pensamos em duas coisas: lá atrás na história, Deus ressuscitou Jesus. E lá na frente, um dia, Deus vai nos ressuscitar. Assim, a ressurreição tem passado e futuro. São duas colunas: passado e futuro. Mas e hoje? Será que a ressurreição tem alguma coisa a ver com o meu presente? 

2. Os limites da existência 

E a nossa esperança era que fosse ele quem iria libertar o povo de Israel. Porém já faz três dias que tudo isso aconteceu”. (Lucas 24.21). Essa foi a palavra daqueles dois discípulos na estrada de Emaús. 

A morte personifica os limites da existência. A morte personifica medo existencial, fim da esperança, perda do sentido da vida. E naquele entardecer, naquela estrada, os discípulos entristecidos afirmaram que, com a morte de Jesus, havia morrido algo na vida deles... 

Assim como a morte do esposo mata algo na esposa, como a morte do amigo mata algo naquele que fica, a morte de Jesus matara naqueles dois discípulos a vida que dava sentido ao caminhar de cada um deles. 

Foi isso que aconteceu com aqueles discípulos de Emaús: vagavam à noite pela estrada da vida, cabisbaixos, derrotados. A vida não tinha mais sentido para eles. E é assim que acontece conosco muitas vezes: andamos desesperançados, derrotados pela realidade que esmaga a vida e destrói o futuro. 

3. O novo nasce pela fé na ressurreição 

Mas eles insistiram com ele para que ficasse, dizendo: Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com os dois. Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles. Aí os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus”. (Lucas 24.29-31). 

O novo nasce quando nos reunimos com o irmão ao redor da mesa, ouvimos a Palavra e repartimos o pão. Vencemos as crises quando redescobrimos o sentido da ressurreição. E ela é mais que uma lembrança do passado e um futuro de esperança. É um fato presente, uma bênção da integridade de Deus para nossa vida presente. 

A ação de Deus que no passado trouxe Jesus à vida é a mesma que a cada dia te dá força. Mas lembre-se: a descoberta da ressurreição não é um ato solitário. É um ato solidário, que implica em ouvir a Palavra e repartir o pão. A ressurreição de Jesus é a expressão permamente do compromisso irrevogável de Deus conosco.

Le chemin du bonheur

Le CHEMIN du BONHEUR 
Pr. Dr. Jorge Pinheiro


Matthieu 5:3-12. 

Heureux ceux qui ont une âme de pauvre, car le Royaume des Cieux est à eux. Heureux les affligés, car ils seront consolés. Heureux les doux, car ils posséderont la terre. Heureux les affamés et assoiffés de la justice, car ils seront rassasiés. Heureux les miséricordieux, car ils obtiendront miséricorde. Heureux les cœurs purs, car ils verront Dieu. Heureux les artisans de paix, car ils seront appelés fils de Dieu. Heureux les persécutés pour la justice, car le Royaume des Cieux est à eux. Heureux êtes-vous quand on vous insultera, qu'on vous persécutera, et qu'on dira faussement contre vous toute sorte d'infamie à cause de moi. Soyez dans la joie et l'allégresse, car votre récompense sera grande dans les cieux : c'est bien ainsi qu'on a persécuté les prophètes, vos devanciers. 

Introduction 

Le sujet qui enrage voir est présent dans le “Sermon de la Montagne”. Tel sermon Jésus a été prononcé après avoir appelé leurs disciples pour être “pêcheurs d'hommes” ; ce que le rend encore davantage attrayant, donc à l’inverse d’enseigner d’eux “pêcher” matériellement, Jésus s’est proposé les enseigner à vivre conformément au Royaume de Dieu. 

Ainsi que Moisés ce a été au Sinaï avec le peuple d’Israël pour donner Loi de Dieu, Jésus a été au Montagne enseigner aux personnes l’Éthique du Royaume, leurs fondements. L’intention de Jésus était ce dont ce qui le suivaient démontraient les valeurs du Royaume dans leur caractère et ils ainsi essayaient la joie liée à cela, montraient la différence de la qualité de Son Royaume et proclamaient avec leurs exemples arrivée du Royaume. 

Le premier sujet qui saute aux yeux quand nous lisons le Sermon de la Montagne est des bonheurs. Jésus initie leur sermon par le sujet lequel sait être le tronc pour la vie humaine : le bonheur. Après tout, depuis que s’est éloigné de Dieu, à l’être contaminé par le péché, tout être humain inhale le bonheur. Il cherche quelque chose qui le satisfasse, que le complète, qu’il apporte réalisation complète. C’est intéressant de remarquer que le péché est apparu exactement parce que l’être humain, trompé par Satan a essayé de chercher “aucun plus” ; dont avait avec Dieu. A en vérité cherché être mange Dieu. Sa recherche par quelque chose plus a été infructueuse, donc c’est impossible non seulement d’être égal à Dieu, mais être plus heureux loin de Dieu. Aujourd’hui sa recherche est infructueuse pour le même raison. Donc, dans le monde, le bonheur est considéré utopique ou temporaire. Néanmoins, la Bible est pleine de citations concernant le bonheur, comment d’atteindre d’elle, comment la maintenir, comment la partager. Jésus nous a présentés à elle dans la croix. Mais avant cela Lui dans les a parlés sur elle. 

1. Le vrai bonheur ne dépend pas de quelque chose matériel 

Textes : Psaumes 4:6, 7 ; Jean 16:20 ; Galates 5:22 ; Romains 14:17. 

À introduction le sujet de l’éthique du Royaume, Jésus a indiqué pour la réalité de la recherche que l’être humain fait du bonheur. Donc a commencé par les bonheurs. Pour démontrer que le bonheur n’est pas quelque chose qui puisse l’être cherché dans les choses matérielles dans elles a parlé sur les attitudes qui produisent du bonheur. Celui-ci est un texte de la Bible qui doit être lue et être relue le courir de nos vies. Aujourd’hui nous verrons que cet enseignement ne consiste pas seulement du Sermon de la Montagne, mais le nous trouvons dans autres passages de la Bible. 

L’enseignement que ce monde et sa culture influencée par le péché dans les donnent est de que c’est nécessaire d’avoir quelques choses pour que se sentent heureux. Tel enseignement aujourd’hui est maximisé dans la société de consommation dans laquelle nous vivons. Nous voulons avoir toujours plus et y a toujours quelque chose nouveau que nous avons besoin d’acquérir. Nous vivons de forme consommable en croyant que par l’obtention de quelque chose nous serons plus près du bonheur. Il a, de même, chaînes évangéliques qui enseignent que les bénédictions de Dieu sont démontrées dans les biens que nous acquérons. Ceci n’est aussi pas nouveau. À l’époque de David quelques-uns priaient ainsi : “Plusieurs disent: Qui nous fera voir le bonheur? Fais lever sur nous la lumière de ta face, ô Éternel! Tu mets dans mon coeur plus de joie qu`ils n`en ont Quand abondent leur froment et leur moût.” (Psaumes 4:6, 7). Dans le texte original David parle non seulement dans nourriture mais aussi dans boisson et donne une idée de fête à cause d’une récolte abondante. 

Le monde dans eux donne une idée fausse de bonheur et rejette le vrai bonheur que seulement Jésus peut donner. Quand nous exprimons notre bonheur entre les épreuves et les privations qui se produisent dans nos vies, nous sommes considérés des fous. Le monde préfère le faux bonheur proportionné par le péché. 

Nous vivons dans une société qui dans ne les comprend pas et laquelle juge le bonheur de ont été différents de nôtre. Jésus dans les a avertis sur ceci à dire : ”En vérité, en vérité, je vous le dis, vous pleurerez et vous vous lamenterez, et le monde se réjouira: vous serez dans la tristesse, mais votre tristesse se changera en joie.” (Jean 16:20). 

Jésus maintenant fait de la référence à la tristesse des disciples, qui déplorent la perspective de Leur départ. Sera enlevée Sa présence physique, néanmoins Sa présence chant religieux serait réalisée dans les oeuvres de l'Esprit, commençant avec Pentecôte et en continuant pendant toute la vie de l'Église. Les disciples pensent que la référence l'"un peu" contredit Sa déclaration concernente Son allée pour le Père. Jésus perçoit cette confusion de pensée, sans dechercher corrigiz la. Il répond dans des termes positifs qui élucident Leur propre pensée. La tristesse aux onzex se convertira dans joie. Il compare si cette tristesse aux douleurs d'accouchement qui sont temporaires. Après née l'enfant la crainte est oubliée en étant substituée par la joie. La joie des disciples né de sa souffrance chant religieux Jésus tournera après Son décès et personne jamais pourrait les voler cette joie. 

Le bonheur n’est pas produit de l’action humaine. C’est en résultant de la performance de l’Esprit qui produit dans nous Son fruit qui contient la vraie joie (Galates 5:22). Cette joie est fondement de la vie dans le Royaume comme dans leur dit l’apôtre Paul : “Car le royaume de Dieu, ce n`est pas le manger et le boire, mais la justice, la paix et la joie, par le Saint Esprit.”. (Romains 14:17). 

2. Le vrais bonheur dépendent d'une approche à Dieu 

Textes : Psaumes 65:4 ; 16:11 ; 65:4 ; Sophonie 3:17 ; Matthieu 6:33. 

La recherche du bonheur mondain est infructueuse parce que ne touche pas dans la nécessité suprême de l’être humain : le renouvellement de ses relations avec Dieu. Depuis qu’a été expulsé de l’Éden l’être humain se sent vide et cherche à se remplir de quelque chose. Ceci seulement est possible avec le renouvellement de ses relations avec Dieu. Comme c’était impossible à l’homme de le rattacher, Dieu a pris l’initiative et à travers Jésus Cristo s’est approché de nous et a donné nous l’occasion de eux de rapporter avec Lui. 

La Bible indique dans beaucoup de textes cette nécessité de l’être humain de se trouver avec Dieu pour être heureuse. David a dit : 

“Heureux celui que tu choisis et que tu admets en ta présence, Pour qu`il habite dans tes parvis! Nous nous rassasierons du bonheur de ta maison, De la sainteté de ton temple”. (Psaumes 65:4). La présence de Dieu est transformatrice. Cette transformation se donne à travers la manifestation de son amour, de leurs bénédictions. Comme faux dieux inspirent terreur à la laquelle ils les adorent notre Dieu provoque du bonheur dans leurs adorateurs. Cela que l’être humain a besoin est trouvé en présence de Dieu, dans les relations avec Lui. Donc notre priorité doit être chercher toujours améliorer notre adoration et accomplir ce que Jésus dans les a enseignés : ” Cherchez premièrement le royaume et la justice de Dieu; et toutes ces choses vous seront données par-dessus.” (Matthieu 6:33). 

Cherchez premièrement le royaume et la justice de Dieu... Voici une des phrases fondamentales de cette Évangile. Chercher le royaume de Dieu veut dire d'entrer dans lui personnellement et, alors, d'inviter autres. La justice de Dieu est la parfaite justice de Christ que Il impute la tout croyante. Toutes ces choses vous seront ajouté. Ces choses se rapportent principalement aux nécessités de la vie, mentionnées dans les versets 25 et 31, que facilement ils se rendent plus la plus grande préoccupation de l'être humain. Dieu garantit l'entretien matériel de leurs fils et, beaucoup de fois, pourvoir encore davantage. Donc, le Chrétien ne pas vivre dans stress combien à l'avenir. 

Tant que beaucoup de plaisirs du monde rendent possible seulement un de faux et temporaires bonheurs la présence de Dieu provoque du bonheur éternel : “Tu me feras connaître le sentier de la vie; Il y a d`abondantes joies devant ta face, Des délices éternelles à ta droite.” (Psaumes 16:11). 

3. Le vrai bonheur consiste à vivre conformément à la volonté de Dieu 

Textes Psaumes 1:1 ; 112:1 ; 128:1, 2 ; Proverbes 28:14 ; 29:18 

Le bonheur de l’être humain est faire la volonté de Dieu, donc pour cela nous sommes créés. « Je vous exhorte donc, frères, par les compassions de Dieu, à offrir vos corps comme un sacrifice vivant, saint, agréable à Dieu, ce qui sera de votre part un culte raisonnable.” (Romains 12:1). 

Dieu demande un culte rationnel, ceci est cultivé chant religieux, ou offrande, en contraste avec le sacrifice d'animaux, d'une livraison morale à Dieu, et non cérémonial. Cette consécration implique corps et esprit. 

Paul insiste avec les Chrétiens romains pour présenter leurs corps par la raison d'exister une tendance pour sous-estimer le corps et voir notre temple terrestre comme essentiellement mauvais. Le concept que le Chrétien fait du corps, comme sacré et je mange employé de l'âme, est seul entre les religions du monde. Une vie Saint est agréable à Dieu. Ce sacrifice vivant inclut aussi l'esprit qui doit être renouvelé pour être offert. C'est un miracle de transformation, un rajustement les réalités séculières et éternelles. Les idées qui ces termes présentent, de não-conformidade et de transformation, sont impressionnantes. Première a la racine schema, impliquant apparence externe; à autre dérive de morphe, signifiant similitude essentielle et radicale. La conséquence est la reconnaissance de la volonté de Dieu mange joute, appropriée et idéale. 

La Bible dans les dit que le bonheur est vif par que ils ne font pas la volonté de ce monde, mais la volonté de Dieu (Psaume 1). Tel bonheur est démontré dans la vie de cette personne. Nous pouvons comprendre si quelqu’un est de costume heureux ou nous ne nous observons pas si la volonté de Dieu est par elle accomplie de forme réjouit. Les fruits de l’accomplissement de la volonté de Dieu sain fruits qui se produisent dans le temps exact en ne causant pas de préjudices, mais le bénéfice attendu. Le livre de Psaumes travaille suffisamment cette thématique. Le Psaume 112 développe encore davantage clairement la prospérité dont place son plaisir dans les commandements de Dieu : il bénit sa descendance ; c’est réussi ; c’est gentil, miséricordieux, honnête et généreux. 

Considérations finales 

La caractéristique dont le plus marquant sert Dieu est que son bonheur jamais n’est pas ébranlé parce que sa foi est forte. Donc nous pouvons dire : Bonheur commence avec foi ! 

Frères et sœurs ne s’oublie pas : le vrai bonheur ne dépend pas de quelque chose matériel, dépend d’être près de Dieu, de vivre conformément à la volonté de Dieu. 

Tu devez vivre ainsi pour être heureux ! 

vendredi 8 avril 2016

MiraMundo - "En el Mar" (Luiz Murá de Hugo Coroñel FAELA!, and Zana Erde...

"Horas" (Luiz Murá) with MiraMundo and Unit

"MiraMundo" (Luiz Murá) with Unit and MiraMundo

Uma menina esperta

Uma escrava sem importância
qatanah jovem/ sem importância /naarah serva/ menina
Jorge PINHEIRO, Phd

Saíram tropas da Síria, e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã. Disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra. Então, foi Naamã e disse ao seu senhor: Assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel. (IIReis 5:2-4).


1. Uma menina que foi cuidada
Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele. (Provérbios 22.6).

O Lar Batista de Crianças cuida de crianças e adolescentes em situação de risco. Foi fundado em 17 de janeiro de 1941 por missionários e líderes batistas do Estado de São Paulo.

2. Uma menina que conhecia a Deus
Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. (Deuteronômio 6.4-7).

O Lar Batista de Crianças tem 10 unidades e atende mais de 1.100 crianças de ambos os sexos, de 0 a 18 anos, em abrigos, creches e projetos educacionais.

3. Uma menina sem nome, mas com uma identidade
A menina de nome desconhecido tinha uma identidade. Era israelita (v.4), uma pequena serva do Deus Altíssimo. Não importa ao mundo saber o nosso nome, conhecer-nos pelos nossos títulos, mas reconhecer que somos filhas e filhos de Deus.

O que ela era?

Aparentemente
Uma menina sem importância > naarah qatanah

Mas, de fato
Uma menina esperta > naarah mefucá

Então, como é que fica?
Quem sabe e vive... conta!

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. (João 16.33).

Em Cristo produzimos um final feliz na vida das pessoas e nas nossas próprias vidas. Por isso, fica a Palavra de Jesus: Quem recebe umas dessas crianças em meu nome, está recebendo a mim. E quem me recebe não recebe apenas a mim, mas também aquele que me enviou. (Marcos 9.37).

Amor sem palavras

Lucas 7.36-50.

Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, deitou-se nas almofadas diante de uma mesa baixa, esticou suas pernas e apoiou-se nos cotovelos. Como as portas da casa estavam abertas, uma mulher da cidade, prostituta, sabendo que ele cearia na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento. Entrando na casa, aproximou-se dos pés de Jesus, chorando. Regou com suas lágrimas os pés de Jesus, enxugando-os com os cabelos. Beijou-lhe os pés e os ungiu com o ungüento.


Amor sem palavras

Sua fonte – contrição, arrependimento, fé e humildade 
Sua prova – oferta preciosa como sacrifício de ação de graça / Sl 50.23 
E a emoção das lágrimas / Sl 22.62. 

Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora. Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre.

Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Um denário de prata é o que ganhava o trabalhador do campo por um dia de trabalho / Mt 20.2. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?

Respondeu-lhe Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem.

E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés.

Diante do arrependimento

A alienação e os alvos errados são superados pela graça -- Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos erros, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. Então, disse à mulher: Esquecidos estão os teus erros. 

Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados? / Lc 5.21. Mas Jesus disse à mulher: A tua fé te salvou / Lc 8.48. Vai-te em paz.

jeudi 7 avril 2016

O rei de Tiro

O rei de Tiro

Ezequiel 28.
1 O SENHOR me disse o seguinte:
2 Homem mortal, diga ao rei da cidade de Tiro que eu, o SENHOR Deus, digo isto a ele: “Cheio de orgulho, você diz que é um deus. E diz que, como deus, você está sentado num trono, cercado pelos mares. Você quer ser um deus, porém é mortal e não divino.
3 Você pensa que é mais sábio do que Daniel, pensa que ninguém pode esconder de você nenhum segredo.
4 A sua sabedoria e a sua inteligência o enriqueceram com tesouros de ouro e prata.
5 Você fez bons negócios e continuou aumentando os lucros. E como você tem orgulho da sua riqueza!”
6 Pois agora eu, o SENHOR Deus, digo isto: “Você pensa que é sábio como um deus,
7 e por isso eu farei com que estrangeiros muito cruéis o ataquem. Eles destruirão todas as riquezas que você conseguiu com a sua inteligência e sabedoria.
8 Eles o matarão e o mandarão para um túmulo de água.
9 Quando eles chegarem para matá-lo, será que você ainda vai dizer que é um deus? Quando enfrentar os seus assassinos, você será mortal e não divino.
10 Você morrerá como um cachorro, nas mãos de estrangeiros pagãos. Eu, o SENHOR Deus, dei esta ordem.”

JP em sala de aula

O rei de Tiro

1. O que ele tem: 

I. Sabedoria para administrar
II. Habilidade para fazer negócios
III. Poder e riquezas.

2. Como ele se sente:

I. Seguro: está na cidade de Tiro, a Rocha, cidade fenícia na costa do Mediterrâneo, porto situado numa ilha ao norte do Carmelo e ao sul de Sidom {#1Rs 9.10-14; Is 23; Ez 26-28; Mc 7.24-31; At 21.3-7}. 
II. Orgulhoso. 
III. Sábio, mais sábio do que Daniel, que aqui é destacado pelo profeta Ezequiel, seu contemporâneo.

3. O que o Eterno diz dele:

Você acha que é deus, mas você é um falso deus, e procede como demônio.

4. O que o Eterno reservou para ele?

I. Seu reino será destruído
II. Será morto
III. Nem enterro vai ter. Será  lançado no mar como um cachorro.

Em 333 a.C., Alexandre, o Grande, construiu um aterro de ligação de uns 800 metros de extensão entre o continente e Tiro. Destruiu a cidade e matou seu rei. Hoje o que resta de Tiro está ligado ao continente e se chama Sur.

Conclusão: o que o Eterno deseja de nós?

Aquilo que Jesus disse no Sermão da Montanha, em Mateus 5:5: “Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido”. As pessoas mansas, que têm disposição doce, que aceitam o que Deus dá, são bem-aventuradas e herdarão uma terra agradável.

Ezequiel, que profeta é esse?

EZEQUIEL
Que profeta é esse?

Era sacerdote.
É ele mesmo quem conta:

... eu, o sacerdote Ezequiel, filho de Buzi...
[Ezequiel 1.1].

JP em um 1o. de maio

Ezequiel exerceu sua atividade profética entre os exilados na Babilônia,
de 593 a 571 antes de Cristo.
E ele continua contando:

... vivia na Babilônia, na beira do rio Quebar, junto com os judeus que haviam sido levados para lá como prisioneiros
[Ezequiel 1.1].

Ilustrou suas mensagens
com recursos cênicos,
com mímica e técnicas teatrais.

Usou tijolo,
frigideira,
ficou deitado de lado durante mais de um ano
[Ezequiel 4:1-7].

Para não se mexer
ficou amarrado
e assou seus pães em fogo feito
com fezes humanas secas
[Ezequiel 4.9-12].

Ezequiel raspou o cabelo e a barba,
ao estilo careca,
e colocou os cabelos numa balança.
E depois colocou fogo
numa parte dos cabelos. [Ezequiel 5.1-4].

Ezequiel fez tudo isso
e muito mais
para ilustrar o cerco militar e a destruição
de Jerusalém e do Templo.

Ezequiel, o hiper-realista

Suas quatro visões
são espetaculares:
ocupam a maior parte do livro

No meio da tempestade vi o que me pareciam quatro animais.
A sua forma era de gente, porém cada um tinha quatro caras e quatro asas...
[Ezequiel 1.5-6].

Cada animal tinha quatro caras diferentes,
na frente, a cara era de gente,
do lado direito, era de leão,
do lado esquerdo, era de boi,
e atrás era de águia”.
[Ezequiel 1.10].

Através dos tempos,
Ezequiel têm deixado seus leitores boquiabertos.

Por trás dessa grandiosidade chocante há uma doutrina clara, que fala da
1.                  transcendência de Deus

E de dentro da mercabah, a nave- trono de Deus, Ezequiel
ouviu o barulho de um grande exército, como a voz do Deus Todo-Poderoso ...
e viu uma luz brilhante que
mostra a presença da glória do Senhor”.
Ezequiel 1.24 e 28.

 Sim, por trás dessa grandiosidade chocante há uma doutrina clara, que fala do
2.                  juízo do pecado

 As cidades que agora estão cheias de gente
serão destruídas
e o país vai virar um deserto.
Aí eles ficarão sabendo que eu sou o Senhor
Ezequiel 12.20

Sim, por trás dessa grandiosidade chocante há uma doutrina clara, que fala da
3.                 responsabilidade pessoal

Aquele que peca é que morre.
O filho não sofrerá por causa dos pecados do pai,
nem o pai,
 por causa dos pecados do filho”.
Vou julgar cada um pelo que tem feito.
Arrependam-se de todo mal que
estão praticando e
não deixem que seus pecados os destruam”.
Eu não quero que ninguém morra! – diz o Senhor Deus. –
Portanto, parem de pecar e vivam”.
Ezequiel 18.20, 30 e 32.

E, por fim, por trás dessa grandiosidade chocante há uma doutrina clara, que fala da
4.                 promessa de restauração

Deus dará aos crentes
um coração e um espírito novo.

É ele quem diz:

Eu lhes darei um coração novo e porei em vocês um espírito novo,
 tirarei de vocês o coração de pedra, desobediente, e lhes darei um coração bondoso, obediente”.  [Ezequiel 36:26].

É o Senhor Deus quem garante:

Vocês serão o meu povo e
Eu serei o seu Deus”.
Ezequiel 26.28

A transcendência de Deus.
O juízo do pecado
A responsabilidade pessoal
A promessa de restauração

E nós
com isso?





mercredi 6 avril 2016

Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus

Muito obrigado, Senhor


Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus. Não atrapalhem a ação do Espírito Santo. Não desprezem as profecias.” Primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses 5.16-20.


1. Cáris -- favor, agradecimento, gratidão (graça); carma, encanto, charme (características amáveis). 

Em tudo diga muito obrigado. Será que a gente consegue? Como é qwue você diz muito obrigado? É fácil? É difícil? E por que muitas vezes sentimos que necessitamos dizer muito obrigado? Será por que somos bons? Ou por que temos necessidade de nos encher? E parece que o muito obrigado nos completa, nos enche de alguma coisa maior.

Dois modos de dizer muito obrigado:

O silencioso, introspectivo, uma oração de todo nosso ser. Ninguém vê, ninguém sabe, mas enche nossa alma de alegria.

O festivo, cheio de emoções visíveis, de movimentos e palavras. Todos vêem e são contagiados com a alegria de nosso ser.

2. Aparché -- sacrifício, primícias, onde uma parte é separada, entregue a Deus, e o restante fica livre para uso profano.

Exemplo. Irmãos, sempre devemos dar graças a Deus por vocês, a quem o Senhor ama. Pois Deus os escolheu como os primeiros a serem salvos pelo poder do Espírito Santo e pela fé que vocês têm na verdade, a fim de tornar vocês o seu povo dedicado a Ele.” Segunda carta de Paulo aos Tessalonicenses 2.13 

Aqui Paulo relaciona agradecimento com sacrifício, com oferta, com primícias. Diferente de thyô – sacrificar no sentido de abater, matar.

No Salmo 50, Deus diz que tipo de sacrifício Ele quer: “Que a gratidão de vocês seja o sacrifício que oferecem a Deus” (Salmo 50.14). 

Aqui está o sentido central da ação de graças, da gratidão, São atos de entrega das primícias. Emoções, sentimentos, ações, palavras são afastadas do sentido cotidiano, profano, para serem entregues a Deus. É um reconhecimento de que eu não me criei, fui criado, de que eu não me dei, recebi, de que eu não me pertenço, mas sou dEle. Nasci nu e não vou levar nada físico e material desse mundo. Por isso, o melhor que eu tenho ofereço a Ele.

3. Hagiós, hagizo -- santo, sagrado, consagrado. Aquilo que não é santo por si mesmo, mas recebe um convite para tornar-se santo. 

Tudo que Deus criou é bom e, portanto, nada deve ser rejeitado. Que tudo seja recebido com uma oração de agradecimento.Primeira carta de Paulo a Timóteo 4.4. No Novo Testamento a esfera do santo não está ao nível das coisas, nem ao nível do ritual, mas da vida. É ação do Espírito Santo sobre a pessoa. É um convite á adoração. É diferente de hiéros, que é santo ou consagrado por si mesmo.

O que agradecemos? Há limites para o agradecimento? Gratidão é consagração. Ação de graças, meu muito obrigado, deve ser traduzido enquanto entrega que produz, a partir de Deus, uma função especial, transformadora: transporta algo que pertence ao nível da realidade material para a esfera daquilo que é chamado a ser santo.

E como esta transformação se dá ao nível de minha vida, sou consagrado, elevado para representar aquilo que é divino. Nesse sentido não há limites para a ação de graças em minha vida. Sou grato por minha materialidade, meu corpo e suas funções e por tudo que meu ser pode expressar, quando consagrado pela Palavra de Deus.

4. Proscünéo -- adorar, beijar, dobrar os joelhos.

Em antigos relevos egípcios os adoradores com as mãos estendidas jogando beijos para a divindade. Beijar a terra, dobrar os joelhos. É um estado do ser. O primeiro beijo foi soprado por Deus no Éden. Por isso, o estado do ser humano pleno, cheio do Espírito, é adorar: agradecer ao seu Criador pela graça recebida. 

Não estamos separados da presença ativa de Deus. E podemos ver isso a cada momento. Nossos corações desejam adorar. Às vezes, sem o uso de palavras, outras vezes com palavras de louvor e gratidão. Estamos abertos ao poder da graça, que nos chega através de Jesus? Se estivermos abertos ao poder da graça, viveremos em estado de adoração, com vida, ações e palavras de gratidão, sacrifícios de louvor e consagração. 

Diga muito obrigado para Deus. Seja grato. Entregue a Ele o que você tem de melhor. Adore. Dê um beijo nEle.